terça-feira, 11 de setembro de 2012

O brigadeiro, docinho de festa que caiu nas graças do mundo gourmet, mostra que pode, sim, ser versátil em receitas moderninhas.
O ano era 1945 e o Brasil vivia um momento de eleições, logo após a deposição de Getúlio Vargas. Na disputa, o 
brigadeiro Eduardo Gomes e o general Eurico Gaspar Dutra, que levou a melhor, na política, pelo menos. Para o brigadeiro, restou a fama que deu origem ao docinho mais amado do Brasil. Conta-se que a receita surgiu para homenagear o candidato. Ideia de algumas eleitoras, as mais afoitas e que levavam ao pé da letra o bordão da campanha: “Vote no brigadeiro, ele é bonito e é solteiro!” O docinho pegou fama de ser “o preferido do brigadeiro”. Artifícios eleitorais ou não, a certeza é que aquela campanha foi bem feita.
Até hoje, 64 anos depois, o brigadeiro, o de leite condensado, manteiga e chocolate, continua imbatível. Dia de festa, aniversário, comemorações e afins, lá está ele, reinando soberano e “sem vergonha” de ser o mais atacado antes mesmo dos parabéns. O melhor é que não é preciso esperar por comemorações para atacá-lo. A guloseima, conhecida no Sul do Brasil por “negrinho”, invadiu o mundo gourmet e caiu nas graças dos chefs de cozinha.

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